Se Santos tivesse uma coluna vertebral, seria ela. A Avenida Ana Costa liga a região central à orla em linha reta, com um canteiro de palmeiras imperiais no meio, e organiza a vida de pelo menos três bairros.
De onde vem o nome
O nome homenageia Ana Costa, esposa de Mathias da Costa, dono de uma empresa de bondes e carros puxados a burro que fazia justamente o trajeto do centro até a praia, no fim do século 19.
A avenida nasceu como caminho de transporte e nunca deixou de ser. Foi por ela que o Gonzaga se ocupou antes dos outros bairros da orla, décadas antes de a via Anchieta trazer o paulistano para o litoral.

A avenida vista do alto, ligando o centro à orla. Foto: Fabio Luiz/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).
O que existe ao longo dela
A Ana Costa concentra comércio, serviço e saúde: é nela e nas ruas vizinhas que estão hospitais, clínicas, escolas, agências e boa parte do comércio de rua que atende o Campo Grande, a Vila Belmiro e o Gonzaga.
O canteiro central com palmeiras imperiais virou marca visual da cidade e aparece em praticamente toda imagem aérea de Santos.
Os trólebus
A avenida é uma das vias por onde circula o sistema de trólebus da Baixada Santista, movido a energia elétrica pela rede aérea — detalhe que costuma chamar atenção de quem chega de fora e não conhece esse tipo de ônibus.
O que isso significa para quem mora perto
Morar a uma ou duas quadras da Ana Costa costuma significar resolver quase tudo a pé e ter transporte na porta, sem o barulho de estar na avenida.
Para quem procura imóvel, essa faixa é um meio-termo procurado: acesso rápido ao centro e à praia, sem pagar o metro quadrado da primeira quadra da orla.
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